Até tu, Boris Carsoy?

O jornalista Boris Carsoy da Rede Bandeirantes foi pego com a “mão na botija” ou melhor com a “boca falando demais” para todo o Brasil. Por não está atento ao mundo que vivemos onde tudo (ou quase tudo) é ouvido, gravado e divulgado o Jornalista Boris Carsoy após uma noticia de final de ano sobre a Mega Sena acumulada e de uma mensagem simples de dois garis desejando “… um feliz 2010”, falou durante o intervalo (sem saber que o microfone ficou aberto): “.. que m.. dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho, desejando felicidades .. do alto de suas vassouras”. No dia seguinte pediu desculpas.

Sem sombra de dúvidas foi um comentário preconceituoso e não compatível com a história profissional do jornalista.

Independente das conseqüências deste caso, o jornalista se junta a outros casos famosos de brasileiros:

a) O Maestro (e Mestre) da OSESP John Neschling é filmado em um ensaio da orquestra criticando o Governador José Serra, com quem já tinha fortes divergências. A divulgação deste vídeo acelerou a demissão do Maestro.

b) Ministro Ricupero, em intervalo de uma entrevista na Rede Globo comenta (entre outras afirmações) sem saber que antenas parabólicas captavam a imagem e som: “ .. o que é bom a gente mostra o que é ruim a gente esconde embaixo do tapete.” Com o fato, pediu demissão.

c) Na Copa em que Pelé foi comentarista do Galvão Bueno, este último comenta em intervalo, porém com som e vídeo abertos para parabólicas, sua insatisfação com Pelé: “… só se eu matar esse cara…!” bem, Pelé não foi chamado para outras Copas.

Outros fatos que não saíram no You Tube aconteceram. Novos caso vão acontecer.

E nas nossas empresas? E os emails que circulam por engano, ou para pessoas que não precisavam receber, ou para pessoas que no início não estavam na lista e outras situações similar. Um simples celular no bolso pode estar gravando uma conversa ou reunião.

É bom lembrarmos que os emails enviados entre organizações trafegam na Internet sem proteção, idem aos cartões postais que os carteiros podiam ler se quisessem.

Profissionalmente devemos agir para proteger a informação da organização. “Ah! Então todos os emails devem ser criptografados?” você pode me perguntar. Sua organização é quem precisa decidir. Ela é quem sabe o valor da informação. Ou não sabe? Se não souber temos mais um problema.

Edison Fontes, CISM, CISA
Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação.
Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil.
edison@pobox.com

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