Sem medo da SOX – parte 3 de 3

Nesses tempos de esperar para ver, o CIO ainda não apresenta plenos poderes. Os contatos iniciais das fornecedoras são com o CFO ou mesmo com o CEO

“Basicamente o que ocorre hoje é um aprimoramento de processos em cima dos ERPs”, explica Paulo Rodrigues, consultor sênior da Bearing Point. O momento, diz, ainda é mais de observação. De fato, a maioria das fornecedoras entrevistadas por CIO que dizem ter soluções que atendem às demandas de SOX ainda não têm clientes no Brasil utilizando-as. “A grande questão é em que momento a infra-estrutura vai ser ‘chamada’ para contribuir com tudo o que está sendo analisado e planejado”, observa Lopes, da HP.
Pelo fato de cada caso ser tão particular, players diversos como BI, gestão de processos, riscos e segurança de dados garantem ter algo a oferecer para atender às demandas específicas que SOX e transparência fazem surgir em cada ambiente empresarial.  “A percepção é que quase todo mundo atende SOX”, diz Cristiane Oliveira, responsável pelas contas estratégicas da Decision Warehouse, cuja oferta, nesse sentido, está baseada em tecnologia de melhoramento de processos, chamada Fuego. “Não somos especialistas em SOX, o que fazemos é trabalhar em parceria com consultorias e oferecer a tecnologia que suporte as ações de compliance.”

CIO ou CFO?

Nesses tempos de esperar para ver, o CIO ainda não apresenta plenos poderes. Os contatos iniciais das fornecedoras são com o CFO ou mesmo com o CEO. “Conforme as implementações passarem da etapa processual, de controladoria, para a operacional, estrutural, o CIO estará mais presente nas discussões”, prevê Rodrigues.
Balkin, da Deloitte, explica que a liderança desse tipo de projeto está sempre nas mãos do departamento financeiro. “Mas, como tudo passa por tecnologia, no dia-a-dia esse contato com o CIO tende a ser cada vez mais intenso.”
Segundo análise da pesquisa da Deloitte sobre adequação a SOX, cada vez mais os CFOs precisarão trabalhar em parceria com os CIOs para desenvolver sistemas eficientes de teste, documentação, monitoramento, registro e análise, que aprimorem a comunicação dentro da empresa e reduzam o número de horas necessárias para realizar uma série de tarefas. Munidas de tantas informações sobre si mesmas, as empresas poderão funcionar melhor. E aí ninguém poderá alegar que não sabia de nada.

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