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A desaceleração global da economia, que inevitavelmente provocará impactos no mercado e na economia brasileira, está intensificando a adoção de sistemas mais rígidos de controles e de gestão de riscos nas operações das empresas. Isto significa que o gestor de riscos necessitará de ferramentas de TI para poder realizar uma gestão com maior eficácia.

As empresas provedoras de software estão enxergando uma grande oportunidade com a crise, pois as empresas estão precisando de indicadores precisos para monitorarem e controlarem seus desempenhos. Instituições financeiras por exemplo, que não podem reduzir investimentos, podem e devem controlar custos operacionais, mas a dimensão dos investimentos deve manter a mesma velocidade em função da fragilidade da economia.

Por esta razão, nestes tempos de enorme turbulência, o gestor de riscos deve lembrar de dois insights do economista Joseph Schumpeter:

1 A força motriz do progresso econômico é a inovação. Riqueza, prosperidade, desenvolvimento vêm da inovação e só dela. Para Schumpeter, inovação tem um significado preciso: é a substituição de formas antigas por formas novas de produzir e consumir. Produtos novos, processos novos, modelos de negócios novos. Essa substituição é permanente, e ele a chamou de “destruição criativa”. É esse processo que faz o sistema capitalista ser o melhor que existe para gerar riqueza e produzir crescimento econômico. O que Einstein chamou de “anarquia do sistema capitalista” é exatamente sua força, segundo Schumpeter. Sem “destruição criativa” não há riqueza.

2 Os agentes da inovação são os empreendedores. Empreendedores são indivíduos (são pessoas, não instituições, não governos, não partidos) movidos “pelo sonho e pela vontade de fundar um reino particular”. Por causa da “destruição criativa”, homens de negócios prósperos pisam num terreno que está permanentemente “se esfarelando embaixo de seus pés”. A instabilidade, o não equilíbrio, a desigualdade e a turbulência são inevitáveis – o preço a pagar pelo progresso.

Diante destes dois insights de Schumpeter só podemos, nós, que trabalhamos com riscos, ficarmos satisfeitos, pois a profissão nossa está alicerçada SEMPRE em terreno “minado”. Vai depender de nossas competências, tecnicidade e criatividade gerenciarmos muito bem os riscos corporativos.

Será que possuímos a capacidade de implantar o processo de “destruição criativa”?? Sugiro que reflitamos bem neste inicio de 2009, pois a gestão de riscos será realmente a Fronteira do Sucesso!!!

Bom ano, muita sorte e sucesso a todos!!

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